Fenty x Puma + Yeezy x Adidas + Yeezy x Balmain

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Se você é um mínimo conectado nas redes sociais, com certeza você viu. Semana passada, Kanye apresentou a terceira coleção da Yeezy, parceria com a Adidas, junto com seu novo álbum (The life of Pablo) – com as Kardashian/Jenner todas na pláteia é claro, Caitlyn Jenner inclusa. No outro dia, Rihanna estreou sua parceria com a Puma – de forma mais “modesta”, mas igualmente buzz maker. Roupas, apresentações super comentadas, fashion week a todo vapor… Parei me perguntando porque então não tinha vontade nenhuma de comentá-las, se a fórmula que me faz brilhar os olhos estava toda ali?

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Porque todo mundo já comentou, talvez. Porque as informações já estavam todas na redes sociais, talvez. Esses dois pontos são por si só motivos pra que eu não comente, afinal, chega a um ponto em que mais um post sobre é mais um post irrelevante. Mas, não. Percebi que o que me fez não querer falar sobre Riri e a Puma e Kanye e a Yeezy é a certeza de que ambas não são o que dizem ser e o que me faz acompanhar fashion week após fashion week: apresentação de… roupas!

A gente fica tão, mas tão fascinado com toda a grandiosidade, poder de quebrar a internet, primeira fila estrelada e afins, que se “esquece” de prestar atenção na proposta inicial dos artistas-estilistas que é justamente mostrar o que a gente vai querer usar – ou não – na próxima estação.

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O show de Kanye foi nada abaixo do que se espera dele: Uma declaração de amor a ele mesmo com direito a aspas polêmicas e, claro, alfinetadas em Taylor Swift (devidamente devolvidas no Grammy). No fim das contas, as pseudo-roupas acabaram por se transformar em um pretexto pra aproveitar a movimentação da fashion week e bombar seu álbum novo. Se ele merece palmas? MUITAS. É realmente um artista revolucionário que influencia pesado no comportamento de hoje e, por ironia (ou não), apesar de não apresentar roupas relevantes de verdade, influencia no nosso guarda-roupa. Atire a primeira pedra quem não anda com vontade de usar oversizes e bandagens, tudo ao mesmo a lá Kim Kardashian e Kanye himself.

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Rihanna, por sua vez, se preocupou mais com as roupas e mostrou uma séries de looks genderless (em sintonia com o high fashion atual) imortalizados por ela mesma (vide o look t-shirt oversized usada como vestido + botas de salto bem alto). Bem mais reais que os bodys de Kanye, Riri começou bem, mas, não trouxe nada de novo, revolucionário, nem tampouco nada que defina a estação. Não causou tanto quando mr. Yeezus, mas, foi suficiente pra flodar a timeline.

As roupas acabam se tornando pouco ou quase nada, diante da performance e do poder midiático. Mas, não é isso que Rihanna e Kanye West são? Performers e gigantes sociais. Artistas que pensam a frente do nosso tempo e são capazes de fazer de suas paixões, no caso, moda, uma maquina de autopromoção (e dinheiro) totalmente no ritmo do hoje, mudando o mercado e a forma de pesar do consumidor.

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Riri e Naomi Campbell.

Roupa? É mais que isso. Mas, em uma fashion week, o que eu quero ver é: roupa. Sei que se pode bombar na rede sem esquecer do principal (vide a presentation genial da DVF): ROUPAAA.

Aah! Não posso deixar de falar da colaboração Olivier Rousteing (Balmain) x Yeezus, nos lembrando que ainda há esperança no mundo kkk. Nada como o olhar e savoir-faire  de um grande estilista pra conceber o pensamento de um artista.

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MR.

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